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Eu poderia falar sobre o jogo do Corinthians, tocar o pau na seleção masculina que não fingiu estar mais feliz do que a Argentina [eu faria isso], ou falar outra vez da feminina [já tenho um texto sobre isso]. Hoje, meu assunto é mais do que isso. É sobre o RBD.
Olha, tudo bem ter um ídolo e amá-lo mais do que a si mesmo. Eu já tive os meus e acreditem, aprontei muito para conhecê-los, ou me manifestar para mudar alguma decisão. Mas, eu me questiono: será que esses 2,5 mil manifestantes, na Avenida Paulista, hoje, pelo fim da banda mexicana fariam o mesmo se fosse por condições decentes na saúde da cidade? Ou transporte?
É bonitinho ver que a galera anda organizada, e cumpriu seu papel. Parabéns! Sério! Longe de mim, descer a lenha em RBD, porque eu tenho minha quedinha por coisas Made in México. Tenho amigos que são covers, fãs e que pagaram muito dinheiro para ir aos shows da banda. Apenas me preocupo com alguns que são tão alienados [eu disse alguns] a ponto de não se importarem com outras coisas.
Por exemplo, será que essa turma já sabe em quem vai votar? Vão anular os votos? Vão votar em qualquer um por votar, ou porque o santinho pintou do nada, ou porque “não vai ganhar, mesmo”? Será que essa turma pega metrô, ônibus, trem, whatever, às seis da manhã? Eles curtem ser sardinha em lata? Curtem um ensino de merda da rede pública? Não ligam em esperar por cinco horas em um pronto-socorro, para apenas checarem uma dorzinha no tornozelo [ou prescreverem medicação totalmente errada, como fizeram comigo no PAS do Sr. Paulo Salim Maluf]? Espero que sejam todos conscientes do que os cerca não é apenas o desfecho que um trabalho de uma banda que os fez felizes por esse tempo todo. Que o presidente Lula não vai cortar ligações com ninguém por causa disso. Politicagem é outra coisa, meus amores!
E eu realmente gostaria que essa turma fosse atendida, porque qualquer gesto pacífico tem seu real valor.Ass: Poncho pega eu!
postado por Andréia de Moura às 8:17 PM
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Algumas coisas se resolvem no sindicato. É o caso dos jornalistas que adoram criar confusão em comunidades como o Orkut sobre a obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão entrar em vigor. É um desgosto participar de qualquer comunidade de jornalistas, porque, quando não é um machista nada macho atacando a capacidade feminina no futebol [o que não vem ao caso] , é alguém insistindo em reavivar essa maldita discussão.
Olha, uma vez, uma guria falou sobre isso, e me criticando porque errei no emprego da crase. Deu uma indireta, julgando minha falta de diploma [que todo mundo que acompanha este blog ou leu minha biografia em algum lugar sabe meus porquês]. Publicamente deu uma indireta, e eu, que sou de Peixes, mas não sou besta, saquei e respondi. Ela é formada em Letras. Eu poderia atacá-la com mil pedras. Até partir para o lado pessoal, e chamá-la de nerd-gorda-frustrada-maníaca-depressiva-cachaceira, porém, não era esse o propósito da discussão [e da mesma maneira que não gosto que as pessoas apelem para o lado pessoal comigo, não o faço]. Como não tinha o que fazer no momento, discuti, ela cansou, e eu “ganhei”. Ela poderia apenas me enviar uma mensagem em off dando a dica de que estava errada, entretanto, quem tem um olho, em terra de cego é rei, portanto o mais fácil é dizer “Você não sabe? Então você é um merda. Caia fora! Desista!”, principalmente nesta terrinha descoberta por Cabral.
E quando você surge com argumentos? Nossa! Você não pode discordar de um jornalista formado! Eles são o quarto poder, sabia? Eles conhecem tudo, são experts, deuses de primeira grandeza. E você é um nada no universo, porque não tem aquele papel com textura, letras bonitas, e que em muitos casos, vai parar na parede de alguém. Conhece o tal de diploma?
Esse diploma já deu rolo, viu? Quem tem, diz que quem não tem não pode trabalhar na área. Comparam-se a médicos, dentistas e advogados. Uns tem, mas escrevem “agente”, “denovo”, “atráz”, “calssinha” e pensam que intelectualóide é uma doença muito grave da Idade Contemporânea, enquanto outros são bem-sucedidos, referência na área, e orgulham a classe. A mesma coisa, para os não-graduados, enquanto alguns são bem-letrados, e expressivos na medida certa, outros não têm noção que um texto precisa ter começo, meio e fim, no tamanho que for preciso.
Sinceramente, cansei! Há quem creia que passar dias discutindo a causa pela internet dá algum resultado fora dela. Eu já acho que quem tem atitude, vai atrás do sindicato e faz a sua parte. Senão, é puro fogo de palha de quem não tem o que fazer. É ridículo ver gente que não sabe a regrinha entre espaços e vírgulas bater no peito para dizer que tem diploma e por isso é melhor do que o resto. Gente ultrapassada que tem medo da moçada que está vindo por aí – e por isso não valorizam sequer o ponto de vista dos acadêmicos.
Espero que seja a última vez que eu tenha de falar sobre isso. Até porque, se o diploma for obrigatório, tratem de pensar em como ajudar os que sonharem em ter os seus, mas não puderem pagar [antes de poder voltar a estudar, cogitei ser bolsista integral na Inglaterra, jogando futebol]. Desdenhar é fácil, quando você pôde ou pode saldar sua mensalidade, ou conseguiu passar em uma instituição de Ensino Superior.
postado por Andréia de Moura às 7:29 PM
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Fica a dica para quem quer ir além dos fru-frus de Miss Moura. Mulher e Futebol, da queridíssima Marina Miyazaki Araújo fala sobre, claro, o esporte bretão, além de abordar outros assuntos da maneira que todo mundo quer: sem rasgação de seda. Adoro!
Fui convidada a escrever para a seção de convidados, e o texto você confere diretamente aqui.
E para quem quiser conferir mais sobre a Marina, ela também escreve uma coluna para o Fanáticos por Futebol. Se joga lá!
postado por Andréia de Moura às 8:07 PM
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Se você, torcedor do Chelsea, morria de inveja do traje formal da equipe do Manchester United, sua frustração cessará. O estilista Giorgio Armani vestirá Felipão e seus comandados. Desta vez, com um belo terno azul-marinho de lã e o escudo dos blues estampado no paletó, gravata de seda, e camisa de popeline de algodão.
E aí, eu volto a dizer: gente chique é outra coisa, meu bem!
Foto: Divulgação
postado por Andréia de Moura às 2:47 PM
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