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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Você trabalha com homossexuais?

Print: Jornal O Jogo


Não precisa nem dizer que foi uma declaração impensada, não é mesmo? E muito mais além, não é necessário relembrar a teoria de que, às vezes, as pessoas dizem verdades de modo inconsciente.

Mais inoportuno é impor [ou até supor] que entre tantos machões do futebol não haja uma bee sequer. Vá catar coquinho!

Se o professor Hélio dos Anjos trabalha ou não com veados [eu posso utilizar essa palavra, porque meus amigos homossexuais me autorizam], não é de nossa conta. Embora, tenha de ser muito cego para não perceber que eles estão entre os boleiros, sim; e idiota para não aceitá-los!

Ser gay não é ser coitadinho, mas respeito é bom, todo mundo gosta [e ajuda a conservar os dentes, já dizia a amada professora Amélia, da 4º série]. Talvez o maior artilheiro do seu time seja uma beesha, e ninguém imagina - nem ele mesmo.


Professor Hélio dos Anjos, mexeu com "as guêi", mexeu comigo!


P.S.: Todos os homossexuais que gostam de futebol são super bem-vindos ao Andréia no País do Futebol - e inclusive, fazer parte da equipe - como todos os outros [aguardem]! =]

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postado por Andréia de Moura às 8:49 PM



A história de um amigo rejeitado

Meu nome... Bem, meu nome eu não sei. Só me lembro que tive mais quatro irmãos. Como o dono da minha mãe não dispunha de espaço e nem queria bebês pela casa, largou a mim e meus irmãos na rua, dentro de uma caixa de papelão. Estava muito frio, e chorávamos de fome. A maioria das pessoas se comovia ao nos ver largados ao nada, no entanto, apenas duas agiram: uma delas levou um de nós, e a outra, tempos depois, o restante - e eu estava entre os três últimos. Esqueci de dizer que éramos cinco, porém, o mais fraquinho não sobreviveu à tempatura baixa e à dor que sentia em seu estômago que parecia possuir extremidades grudadas, tamanha a vontade de se alimentar.

Parecia que teríamos um final feliz. Mas só fomos levados para um pet shop. De lá, cada um teve um destino diferente. Eu fui acolhido por um garotinho que voltava do colégio. Ao chegar em casa, quase tivemos de voltar ao pet shop para que eu fosse devolvido. Astuto, o garoto prometeu cuidar de mim, dando comida, banho e limpando minha sujeira; promessa logo esquecida; quando filhote, todos diziam que eu era lindo e fofinho.

Não sei o que fiz errado, para que com o tempo eu passasse a tomar vassouradas no lombo. Dormia no chão gelado do quintal, e por muitas vezes se esqueceram das minhas refeições. A mãe do garotinho, que tinha uns rolinhos engraçados nos cabelos, gritava comigo, me chamando de vários nomes, ora porque eu latia, ora porque eu brincava com a borboleta que passava voando próximo ao varal de roupas. Apesar de nunca ter tido vontade, de uns meses adiante, o portão para a rua, que passou a ficar aberto, não imagino a razão, tornou-se uma interessante alternativa. Quem sabe eu não fosse recolhido por alguém que realmente pudesse me amar.

Um dia, barulhos infernais vinham do céu, e pessoas vestidas iguais entoavam um grito, hasteando bandeiras em seus automóveis - ah, os automóveis -, fugi do quintal, à procura de um lugar onde o barulho não chegasse até meus ouvidos. Nunca mais voltei a ver aquele garoto e sua mãe dos rolinhos nos cabelos, nem o pote de margarina que cheirava mal, onde insistiam em jogar restos de comida, crentes de que aquilo me sustentaria.

Passei por ruas, avenidas, praças e viadutos; conheci outros cães, pessoas boas e más. Alguns seres humanos chegavam a comprar espetinhos de churrasco para mim e outros cães que estavam junto. Outros jogavam água quente em mim, justamente por me sentar à frente deles, pedindo um pequeno pedaço do que eles estavam comendo, para matar minha fome. Um pedido com o olhar, pois não sabia falar o idioma deles. Pensam que nós não sentimos fraqueza, dor, tristeza. Foram vários anos vivendo assim, inclusive vendo pela última vez colegas que eram levados por um homem rude, que os colocava em um carro, chamado por gente desesperada por carrocinha.

Em uma madrugada qualquer, estava cansado, vagando pelas ruas. Ao atravessar uma delas, vi uma forte luz, acompanhada do som ensurdecedor de uma buzina. Fui arremessado para a sargeta, sem forças para sequer chorar de dor, ou respirar firme para contê-la. Como ninguém veio me socorrer, ali adormeci para sempre.

Não pedi para nascer, nem para incomodar os donos da minha mãezinha, ou a mulher dos rolinhos engraçados no cabelo, ou aqueles que derramavam água quente para me afastar. Tudo o que queria era um lar cheio de amor, com pessoas que precisassem de mim, tanto como eu sempre precisei delas. Um abraço, um carinho na minha cabeça, e não precisaria de coisa alguma, pois já teria alguém para dedicar toda minha fidelidade.


...


Indo para a faculdade, hoje cedo, vi um cachorro morto por atropelamento. Me coloquei a pensar de quem era a culpa daquela cena. Cheguei à conclusão de que são vários fatores. Pode ser minha, por talvez não tê-lo visto antes para resgatá-lo das ruas, ou de quem o abandonou, como do motorista que não parou para socorrê-lo - o que não é de se espantar, principalmente quando se vê nos jornais que um médico atropelou e não socorreu a vítima, que acabou morrendo no local A única personagem que é livre de qualquer tipo de culpa é o pobre animalzinho, que nem sabia o que estava fazendo ali, ou porque ele, um vira-lata, tinha um tratamento diferente de um yorkshire, um poodle ou um lhasa.

Adotar um animal é um ato de amor, e mesmo assim, necessita-se de uma forte reflexão dos prós e contras. Um cachorro, por exemplo, vive por até 17 anos. Você estará disposto a cuidar de um ser vivo por 17 anos, ou em pouco tempo, ele terá um final parecido com o que vi nesta manhã, destroncado na sargeta, largado como lixo?

Andréia de A. Moura - não a jornalista, e sim, o ser humano

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postado por Andréia de Moura às 11:33 AM


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Para refletir

Dez pedidos de um cão ao seu dono


1. Minha vida, dura apenas uma parte de sua vida. Qualquer separação de você, significa sofrimento para mim. Pense nisso antes de me adotar.



2. Tenha paciência e me dê um tempo para que eu possa compreender o que você espera de mim. Você também nem sempre entende exatamente as coisas que eu espero de você.

3. Deposite sua confiança em mim, pois eu vivo disso e vou compensá-lo por isso mais do que ninguém.


4. Nunca guarde rancor de mim ou me prenda de castigo, se eu aprontar alguma. Você tem amigos além de mim, tem seu trabalho e seu lazer, mas eu só tenho você.

5. Converse comigo, eu não entendo todas as palavras, mas me faz bem ouvir sua voz falando só para mim.


6. Pense bem como você, seus amigos e visitas me tratam! Eu jamais esquecerei.

7. Também pense que quando você quiser me bater, eu poderia quebrar todos os ossos da sua mão, mas eu não lanço mão deste recurso.

8. Se alguma vez você não estiver satisfeito comigo porque estou de mau humor, preguiçoso ou desobediente, pense que talvez minha comida não esteja me fazendo bem, ou que meu coração já esteja um pouco cansado e fraco.


9. Por favor, tenha compreensão comigo quando eu envelhecer.
Não pense logo em me abandonar para adotar um cãozinho novo e bonitinho. Você também envelhece.

10. E, quando chegar meu último e mais difícil momento, pois será o momento da partida, fique comigo. Não diga: não posso ver isso.
Com a sua presença tudo será mais fácil para mim. A fidelidade de toda a minha vida de cachorro terá valido a pena.


Créditos: Rosemeire - Comunidade PEA [Projeto Esperança Animal]

Fotos: Reprodução

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postado por Andréia de Moura às 8:14 PM


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Mestre Telê vai ganhar as telas

Está previsto para novembro de 2009, o lançamento do documentário Telê Santana: Meio Século de Futebol-Arte. Com cerca de 80 minutos de duração, a produção conta com depoimentos de pessoas ligadas ao futebol, que conviveram de alguma maneira com o treinador.

Porém, a estreia depende da captação de recursos, patrocínio. E vamos combinar que seria chato demais deixar de escanteio um trabalho que honre a imagem de um dos melhores técnicos que o Brasil já teve.

Já existem alguns teasers disponibilizados na internet, além de um blog, que eu recomendo para conhecer os detalhes, segundo as autoras do filme, as jornalistas Ana Carla Portella e Danielle Rosa.







Ponto para as meninas!

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postado por Andréia de Moura às 5:18 PM



Vale-tudo?

Deu a louca no Becks! Durante o jogo entre Los Angeles Galaxy e FC Dallas [de NOVE gols, sendo seis dos texanos], o britânico “voou no pescoço” do volante Daniel Hernandez, e pode ser punido pelo ato indisciplinar. A confusão começou porque o meia Landon Donovan, deu tapa no rosto em outro jogador do Dallas. Hernandez tomou as dores do colega agredido e foi tirar satisfações com o atleta do LA Galaxy. Daí que Beckham entrou no meio e a foto abaixo explica bem o que ele fez:



Faz tempo que não se vê algo parecido: quando o futebol vira pay-per-view de vale-tudo. E não tinha nem o Victor Belfort, ou Tito Ortiz, para torcermos.

Nenhum dos dois jogadores do time californiano foi expulso. No entanto, poderão ser suspensos por alguns jogos.

Futebol pode ser coisa pra macho, mas se você quer ver briga, é melhor assistir novelas. Dá pra torcer numa boa, e isso não interfere no resultado de nada que realmente seja importante:



Foto: Reprodução

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postado por Andréia de Moura às 12:10 PM



Quem é inesquecível


A partida entre Espanyol e Real Madrid, pelo Campeonato Espanhol, foi marcada por homenagens ao jogador Daniel Jarque, falecido de ataque cardíaco aos 26 anos, na pré-temporada do último mês de agosto. Além de a torcida externar o carinho pelo zagueiro, antes de o jogo começar, uma soleninade foi prestada.


Foto: Reprodução/EFE

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postado por Andréia de Moura às 11:19 AM